E para
iniciar de fato nosso POLE LIFESTYLE, nada melhor do que entender
as origens desta prática: de onde veio, quando surgiu, porque surgiu e mais,
porque essa modalidade de dança e exercício é, muitas vezes, tão associada
pelas pessoas com a sensualidade.
A definição
de Pole Dance encontrada no Wikipedia, afirma que é uma forma de dança e
ginástica no formato de uma
dança sensual, utilizando um poste ou uma barra vertical sobre o qual o
bailarino realiza sua atuação.
Atualmente
existem três vertentes de pole dance:
- o Pole
Dance fitness: cuja finalidade é de trabalhar determinados grupos musculares,
ficar com o corpo em forma e praticar alguma atividade física;
- o Pole
Dance artístico: visa um aspecto mais acrobático e incorporado, principalmente,
em espetáculos de performance, circos, etc;
- o Pole
Dance sensual ou erótico: praticado em casas noturnas e tem um aspecto mais
erótico ou sensual como o próprio nome diz;
As origens do
pole dance vêm da prática do mallakhamb (que significa "homem de
força" ou "ginástica do poste"), que nada mais é do que ioga
praticada em um poste de madeira e com cordas (principalmente praticado na
Índia) e que existe desde o século XII. Uma outra
disciplina, que está diretamente relacionada com o pole dance de hoje, é
conhecida como mallastambha (que significa "ginástica do pilar"),
técnica usada pelos antigos lutadores de luta livre para ganhar força e
desenvolver os músculos.
O pole dance
como conhecemos hoje se originou durante os anos 1920, no ápice da Grande
Depressão Americana. Tour Fair Shows (que se originaram do negócio dos tours de
circo) viajavam de cidade em cidade divertindo as multidões. Como parte do
espetáculo principal, também existiam outros shows paralelos em tendas pequenas
ao redor da tenda do circo principal. Uma das tendas mais famosas era conhecida
como o show erótico das dançarinas Hoochi Coochi.
As garotas
dançavam sugestivamente em um palco pequeno em frente às multidões de assovios.
Por causa do tamanho das tendas, o poste que segurava a tenda ficava bem na
beirada dos pequenos palcos e as dançarinas começaram a se aproximar dos postes
e a dançar com eles.
Pouco se
documentou até os anos 1980, quando striptease e pole dancing se tornaram
populares no Canadá e nos Estados Unidos. A partir do
ano 2000, o pole dance se desenvolveu em gêneros diversos, do exótico ao pole
fitness evoluído em 2006, que permitiu as mulheres comuns utilizarem-se da
técnica dentro das suas rotinas diárias de exercícios.
Mais recentemente, o Cirque du Soleil passou a utilizar performances baseadas nos poles chineses. Assim como o Mallakhamb e o Pole Dance, os poles chineses também se utilizam do atrito entre pele e equipamento. A diferença do pole Chinese é que a pele deve estar coberta, pois o pole é coberto por uma camada de borracha áspera que permite fixação.
Essa
modalidade incorpora movimentos de ginástica olímpica, movimentos livres, ballet
e dança contemporânea em dimensões diferentes que incluem posições estáticas e
em movimento usando a barra e fora da barra. A atividade do pole dance
desenvolve a força dos membros superiores e inferiores do corpo e das
costas/área abdominal e firma todos os músculos do corpo utilizando o próprio
corpo como resistência.
O pole dance tem por volta de 300 movimentos
e combinações, sendo que cada uma desenvolve a seu tempo. As turmas são
divididas em básico, intermediário e avançado. Nos próximos posts apresentaremos alguns desses movimentos e o progresso para aprendê-los durante o período de aprendizado e prática nas aulas.
Atualmente, existe uma comunidade mundial lutando por
conquistar o reconhecimento do pole dance como esporte e uma forma artística de
dança. A maioria das competições de pole dance pelo mundo estão em momento de
estruturação e profissionalização. Há notícias recentes sobre essa estruturação no Brasil, que falaremos nos próximos posts.
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